A gestão de ativos consolidou-se como função estratégica: disponibilidade, confiabilidade, mantenabilidade e custo total de propriedade migraram do chão de fábrica para o painel de governança. No Brasil, o custo médio de manutenção situa-se entre 4% e 5% do faturamento bruto (ABRAMAN), contra menos de 3% em plantas de classe mundial. Fechar essa lacuna exige um sistema que traduza normas em fluxo operacional — o papel do SIGMA EAM, plataforma com 39 anos de mercado, mais de 30.000 usuários em 6 países, 256 funções e 24 módulos.
O arcabouço normativo: ISO 55001, ciclo de vida e valor
A ISO 55000/55001/55002 estabelece a gestão de ativos ancorada em SAMP, ciclo de vida e no binômio risco/valor: gerir cada bem físico do berço ao descarte. O SIGMA trata o Ativo como bem gerido no ciclo de vida completo (tag, classe, criticidade, status, fase). O Lançamento de Custo é decomposto por OS (mão de obra própria/terceiros, material, ferramentas, indireto) e acumulado por ativo, centro de custo, tipo e período, com a visão orçado × realizado × comprometido — a lógica do LCC (Life Cycle Cost). É essa granularidade que revela o "iceberg da manutenção".
Taxonomia ISO 14224 e posição funcional
Sem taxonomia consistente, o histórico vira um "cemitério informacional". A ISO 14224 impõe hierarquia de 9 níveis, fronteira (boundary) e a codificação de falha na tripla modo × causa × mecanismo. O SIGMA separa conceitos que muitos sistemas confundem:
- Posição Funcional (TAG) — o local de instalação lógico onde um equipamento opera (Functional Location), que recebe equipamentos ao longo do tempo (1:N).
- Equipamento Físico (série) — a máquina identificada por número de série, que ocupa uma posição e se move entre posições, preservando a genealogia do ativo.
- Classe de Equipamento — a categoria que define o boundary e o catálogo de códigos de falha válidos.
Essa separação entre "onde" (TAG) e "o quê" (série) permite apurar custo por posição e rastrear a vida do componente. A árvore de falhas segue Sintoma → Defeito → Causa → Solução, e o Código de Falha ISO 14224 é rótulo obrigatório da OS corretiva, base para Pareto e Weibull.
Criticidade, medidores e BOM
A criticidade é pré-requisito: classifica o risco por ABC ou PoF × CoF (ISO 31000/IEC 60812) e é obrigatória antes de liberar um plano. Dois recursos complementam o cadastro:
- Medidor/Contador — leitura acumulada (horímetro, km, ciclos, kWh) que dispara planos por uso real, conectando o desgaste efetivo à preventiva.
- BOM — a lista de sobressalentes vinculada ao ativo com posição de montagem, ligando ativo ↔ material, melhorando a acurácia de estoque.
Do plano à execução
O SIGMA distingue Solicitação de Serviço (SS) — pedido de qualquer origem — da Ordem de Serviço (OS), unidade de execução que nasce da triagem da SS ou de um plano. A tipologia segue EN 13306/NBR 5462. Os Planos Preventivos disparam OS automaticamente e reprogramam a próxima ocorrência. A prioridade resulta de matriz criticidade × severidade × impacto — não de escolha livre.
Indicadores, Indústria 4.0 e o ciclo que aprende
O SIGMA calcula automaticamente MTBF, MTTR, backlog, disponibilidade, reincidência, aderência, lead time e custo por OS/ativo, com mais de 40 indicadores harmonizados a SMRP/EN 15341. O BI integrado consolida tudo numa única "versão da verdade". Sobre essa base, o PCM 4.0 agrega IoT e Pontos de Medição com faixas normal/alerta/alarme/trip (ISO 17359/13374) que abrem OS por condição; horímetros; app mobile; Notify e Follow-up; e IA que sugere ações e prioriza por criticidade. O PDCA nativo fecha o laço — cada OS bem encerrada vira uma amostra rotulada que realimenta o planejamento. É essa disciplina, sustentada por taxonomia ISO 14224, criticidade e ciclo de vida, que separa a manutenção reativa da gestão moderna de ativos.