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RCM 22/07/2026 · 9 min de leitura

CBM na Prática: Como Transformar Sinais de Degradação em Decisões de Manutenção

Entenda como a manutenção baseada em condição monitora sinais reais de degradação, quais técnicas usar e como estruturar o ciclo de coleta, alarme e ação no SIGMA.

O que é manutenção baseada em condição (CBM)

A manutenção baseada em condição (CBM, ou MBC) monitora continuamente — ou em intervalos definidos — o estado real de um ativo e só determina a intervenção quando aparecem sinais mensuráveis de degradação. Diferente da preventiva por tempo, que troca ou revisa em intervalos fixos independentemente do estado do equipamento, a CBM parte de uma premissa mais econômica e precisa: não se mexe no que está saudável.

Isso reduz drasticamente intervenções desnecessárias, evita a "mortalidade infantil" induzida por montagens e desmontagens repetidas, e concentra o esforço de manutenção exatamente no momento em que ele agrega valor. Na prática, CBM e manutenção preditiva são o mesmo conceito operacional: monitorar a condição, detectar o desvio e agir com base em evidência, não em calendário.

Quando a CBM faz sentido

Nem todo ativo é candidato à CBM. Ela se aplica quando três condições coexistem:

  • Criticidade suficiente para justificar o custo do monitoramento (ativos classe A e B na curva ABC).
  • Falha progressiva e detectável — a degradação precisa emitir sinais mensuráveis antes de virar falha funcional.
  • Intervalo P-F adequado — o tempo entre a falha potencial detectável e a falha funcional deve ser grande o suficiente para planejar e executar a ação com folga.

A seleção sistemática desses parâmetros é orientada pela ISO 17359, que trata da escolha por criticidade, definição de parâmetros, alarmes, diagnóstico e prognóstico. Quando o intervalo P-F é curto demais ou a falha é aleatória (sem aviso), a CBM perde valor e outras estratégias — preventiva, detectiva ou até corretiva planejada — tornam-se mais racionais.

As principais técnicas de monitoramento

Cada modo de falha exige a técnica sensível ao sintoma que ele gera:

  • Análise de vibração — a mais consagrada em máquinas rotativas. Detecta desalinhamento, desbalanceamento, folgas, defeitos de rolamento e ressonância. A ISO 10816/20816 estabelece limites de velocidade RMS (mm/s) por classe de máquina, com zonas de A (boa) a D (inaceitável). A análise espectral (FFT) localiza a origem pela frequência característica — por exemplo BPFO/BPFI em rolamentos ou GMF em engrenagens.
  • Termografia — identifica pontos quentes elétricos (conexões, quadros) e mecânicos (mancais, acoplamentos).
  • Análise de óleo e ferrografia — revela desgaste de componentes, contaminação e degradação do lubrificante antes da falha se manifestar.
  • Ultrassom — detecta vazamentos, descargas elétricas e apoia a lubrificação precisa de rolamentos.
  • MCSA (análise de assinatura de corrente) — diagnostica anomalias no motor pela corrente elétrica, sem parada.

O processamento e a estrutura dos dados de condição seguem a série ISO 13374, que padroniza desde a aquisição até o prognóstico.

O ciclo CBM: da medição à ação

CBM não é apenas instalar um sensor. É um ciclo disciplinado:

  1. Definir parâmetros e limites — para cada item de verificação, estabelecer unidade de medida e valores mínimo, padrão e máximo aceitáveis.
  2. Coletar — via rota de inspeção manual (coletor) ou sensoriamento IoT contínuo.
  3. Comparar com alarmes — o valor medido é confrontado com os limites definidos.
  4. Diagnosticar e prognosticar — se há desvio, entender a causa (diagnóstico) e estimar quanto tempo resta (prognóstico, apoiado na curva P-F).
  5. Agir — quando o valor rompe o mínimo ou o máximo aceitável, abrir uma OS corretiva planejada, no momento certo, com peças e equipe organizadas.

O grande ativo da CBM é o histórico de tendência: uma medição isolada diz pouco; a evolução ao longo do tempo revela a taxa de degradação e permite antecipar a janela de intervenção.

CBM, IoT e o salto para a manutenção conectada

A digitalização amplia o alcance da CBM. Sensores de temperatura, vibração, pressão e corrente conectados via IIoT eliminam a dependência de rotas manuais e permitem monitoramento contínuo, com alarmes em tempo real e priorização por criticidade. Esse é o caminho para a manutenção prescritiva da Indústria 4.0, em que o sistema não só avisa, mas sugere a ação. O ganho central permanece: agir antes da quebra, não depois dela.

Como o SIGMA operacionaliza a CBM

No SIGMA, o módulo de preditiva cobre o ciclo completo. No cadastro, você define código, descrição, área executante, classificação, periodicidade e os itens de verificação com unidade e valores mínimo, padrão e máximo. Na programação, a preditiva é vinculada ao ativo. Ao concluir a OS — com lançamento de horas e data — o sistema reprograma automaticamente e abre a tela para registrar os valores medidos. Se a leitura sai da faixa aceitável, o próprio SIGMA permite gerar uma OS corretiva na hora. Depois, o Gráfico de Preditiva (Tendência) exibe a evolução de cada item, e a integração com sensores IoT converte desvios em OS preventivas sob condição. Somado ao assistente Oráculo, que orienta parâmetros, normas e modos de falha, o SIGMA transforma dados de condição em decisões de manutenção defensáveis e no tempo certo.

Fluxograma do artigo
flowchart TD
    A[Definir CBM] --> B[Monitorar condicao do ativo]
    B --> C{Ativo e candidato}
    C -->|Nao| D[Usar preventiva ou corretiva]
    C -->|Sim| E[Aplicar ISO 17359]
    E --> F[Escolher tecnica de monitoramento]
    F --> G[Detectar sinal de degradacao]
    G --> H[Planejar e agir por evidencia]
Sobre este conteúdo: artigo produzido pelo cérebro Oráculo a partir da base técnica de PCM e do SIGMA CMMS. Quer ver na prática? Agende uma demonstração.

Explicação do Oráculo

O Oráculo está preparando a explicação…
Conteúdo gerado pelo cérebro Oráculo (PCM + SIGMA). Agendar Demonstração
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