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Estudo de Caso: SIGMA - Sistema de Gerenciamento de Manutenção

O SIGMA - Sistema de Gerenciamento de Manutenção, é o único software de manutenção no Brasil, podendo ser copiado e distribuído gratuitamente, na licença FREE, além das licenças pagas, ENTERPRISE e PROFESSIONAL. Hoje, possui mais de 300 mil usuários distribuídos pelo Brasil e exterior, que efetivaram download.

1.1. Como tudo começou

O ano era 1984, época momentos difíceis para todo país. O regime militar se aproximava do seu final e o Brasil amargava décadas de atrasos tecnológicos justificados numa intenção de se criar soluções internas próprias, sem vínculos com produtos importados, que sofriam fortes restrições devido às políticas governamentais adotadas.

A empresa era a PPH - Cia Industrial de Polipropileno, localizada no III Pólo Petroquímico, no município de Triunfo, no Estado do Rio Grande do Sul. Nesta época, o Departamento de Engenharia da PPH, capitaneado pelo seu Gerente de Engenharia, Eng. Fábio Ramos, prospectou no mercado um profissional que reunisse as condições ideais para o desenvolvimento de um software. Este software deveria ser capaz de controlar as ordens de serviços, gerando a manutenção preventiva, suportado por gráficos e relatórios gerenciais que complementassem o conjunto de informações utilizadas na organização para as tomadas de decisões na área. Neste momento surgiu a figura do consultor Abrahão Lincoln S. Lima, que fechou contrato de parceria e prestação de serviços com a empresa. Os padrões dos microcomputadores era formatado por equipamentos ainda muito lentos, com memória RAM máxima de 16 Mb, que ficaram famosos através da sigla PC-XT. E associando-se a este quadro precário, se comparado aos nossos dias, utilizava-se a linguagem COBOL e o DBASE, disponíveis naqueles dias.

A partir deste momento iniciava-se o que viria ser uma revolução em termos de software para gerenciamento da manutenção, o SIGMA. Batizado inicialmente com o nome de Sistema Gerencial de Manutenção - SGM, desenvolvido inicialmente numa plataforma COBOL, migrando logo após para o BASE II.

1.2. Os obstáculos de uma grande caminhada

O sucesso na indústria petroquímica no controle da manutenção já era um fato e o SIGMA logo evoluiu para a uma linguagem mais moderna. Recém lançada no mercado mundial, o CLIPPER SUMMER 87, se apresentava como uma evolução do DBASE, trazendo a vantagem de possuir um compilador e gerador de programa executável. Esta evolução trouxe benefícios de extrema importância aos engenheiros da PPH, que já ostentava o título de ser a única indústria no pólo petroquímico de Triunfo/RS a possuir um sistema gestor da manutenção desenvolvido em microcomputador. Numa época onde os MAIN-FRAMES e os SUPERMICROS dominavam os CPD's, o SIGMA continuava sua revolução no mercado industrial.

Porém, nem tudo ainda estava resolvido, pois o sistema operacional MS-DOS limitava o acesso a memória que era de apenas 640 Kb. Desta forma, esta limitação trazia problemas ao SIGMA que se via impossibilitado de aumentar os recursos operacionais no controle da manutenção industrial.

Com o lançamento do Windows 95, da Microsoft, e logo após o Windows 98, o mercado mundial dos fabricantes de softwares também evoluiu muito. Com o lançamento do CLIPPER 5.3 nos Estados Unidos, que rompeu a barreira do acesso à memória do computador além dos 640 Kb, iniciou-se o desenvolvimento de programas que possibilitariam a utilização de um número maior de recursos de controle. Mantendo o espírito empreendedor que moveu os criadores do SIGMA desde o seu início, os novos compiladores foram importados diretamente dos Estados Unidos. Esta decisão burlou a grande demora para a comercialização dos compiladores no Brasil, permitindo assim, uma grande transformação no SIGMA.

Mas algumas limitações operacionais e de desenvolvimento ainda insistiam em se manter presentes. O sistema operacional Windows, da Microsoft, evolui e um grande número de usuários já utilizava o Windows 98, exigindo assim, sistemas com interface gráfica, suporte a utilização do mouse e dos demais recursos do Windows. Isto o CLIPPER 5.3 não possibilitava. O compilador do Clipper 5.3 era um software baseado no MS-DOS, e não dispunha de nenhum tipo de recurso gráfico.

1.3. O reconhecimento nacional

Após um começo modesto, inicialmente desprezado pelos analistas e programadores dos mainframes e mini-computadores, o pequeno sistema desenvolvido em microcomputadores foi submetido e compilado pelo novo CLIPPER 5.3. O resultado imediato foi um aumento significativo da velocidade de processamento das informações e a disponibilização de novos recursos para o acesso ao banco de dados com mais de um milhão de registros de uma forma mais efetiva. Este procedimento ainda possibilitou o desenvolvimento de novas rotinas para controle da manutenção preditiva, lubrificação, calibração, etc.

Com o incremento da velocidade de acesso, tornando-se muito maior do que a dos mainframes e supermicros, o SIGMA consolidou-se como uma ferramenta empresarial capaz de atender de forma definitiva seus usuários, independente do porte de sua manutenção, quer seja grande, médio ou pequeno.

Imediatamente à validação destes resultados, o conhecimento sobre a existência do SIGMA chegou a outras indústrias de grande porte que decidiram pela aquisição do software, pagando até US$ 15, 000 (quinze mil dólares) pela licença de uso.

A história do SIGMA confunde-se com a história da microinformática no Brasil. O SIGMA cresceu na mesmo proporção em que os micro-computadores cresceram.

A partir 1994, a SGM Manutenção Industrial já conquistava muitas indústrias no Estado do Rio Grande do Sul com a distribuição do SIGMA na modalidade paga. Indústrias calçadistas, alimentícias, petroquímicas e metalúrgicas implantaram o SIGMA em suas redes visando o controle da manutenção Industrial.


1.4. O pote de ouro no final do arco-íris


Sempre atento às exigências do mercado, o consultor Abrahão Lima, idealizador do SIGMA, resolveu investir numa mudança radical do sistema. Para a realidade vivenciada naquela época proceder a migração de todos os conceitos e módulos do SIGMA, até então no formato MS-DOS, para o novo padrão Windows, totalmente gráfico, era uma mudança árdua e muito onerosa. As dificuldades seriam grandes e muitas, iniciando pela definição da linguagem mais aceitável pelo mercado, compatibilizando com o banco de dados nativo do SIGMA; a identificação, seleção e contratação de novos programadores especializados na linguagem escolhida, bem como a aquisição de novos microcomputadores dimensionados para o desenvolvimento da nova versão.


Sem nenhum tipo de crédito externo, o consultor Abrahão decidiu por se desfazer de bens pessoais que possibilitaram a compra dos novos equipamentos e da licença da nova linguagem escolhida, o Delphi. Este arrojo exigiu um investimento próximo a US$ 50, 000 (cinqüenta mil dólares), para iniciar o desenvolvimento da nova versão.


O grande desafio era transformar a lagarta em borboleta. A nova interface daria ao SIGMA uma nova aparência, porém o software não poderia perder seus recursos para o controle da manutenção industrial. Deveria ser ágil, mas não poderia mudar suas características operacionais, o que provocaria o afastamento dos usuários da versão MS-DOS. Desta maneira, após 1994, ano em que se deu o início do seu desenvolvimento na versão Windows, o SIGMA acompanhou a evolução da sua linguagem de programação, atualizando-se do Delphi 2 para o Delphi 3 e assim sucessivamente.


1.5. Virando a própria mesa


A virada para o ano 2000 foi marcada por tormentos e precauções que tinham como objetivo evitar as nefastas conseqüências previstas para aquele fenômeno que ficou conhecido como Bug do Milênio. Neste apagar de um século, o SIGMA acumulava aproximadamente 200 usuários, empresas de grande porte que confiaram e desembolsaram até US$ 15, 000 (quinze mil dólares) pela licença de uso do SIGMA. Mas ainda existia um grande obstáculo que desafiava ser superado. O fato da aquisição ainda ser extremamente onerosa inviabilizava a sua aquisição para um grande número de indústrias que desejavam adquiri-lo.


Associado a este agravante, aliava-se o fato de que as indústrias deveriam também possuir uma cultura interna de organização sobre manutenção que favorecesse a capacitação dos seus mantenedores. Neste momento era clara a visão para o mentor do projeto SIGMA de que muitas indústrias poderiam gastar milhares de dólares na aquisição do software e ter grandes dissabores e muitos fracassos na implantação do SIGMA. Este fato seria justificado exatamente devido às empresas não possuírem a organização interna necessária, nem a estrutura tecnológica para implantar softwares de manutenção, qualquer que fosse o fornecedor.


Aplicando suas características empreendedoras, Abrahão Lima, iniciou uma seqüência de visitas a várias indústrias tendo como objetivo desenhar um esboço da realidade que se apresentava nestas empresas para a adoção do SIGMA. Como resultado deste trabalho descobriu-se que muitas organizações já haviam investido altos valores, anteriormente, na tentativa de implantar softwares de manutenção que não chegaram, se quer, a serem instalados em seus servidores. Os problemas tinham suas origens alheias aos softwares, que não eram devidamente analisados no momento da compra. Os problemas se iniciavam na falta de adequação do equipamento para implantação do software, seguida pela deficiência de pessoal interno capacitado para acompanhar e direcionar os consultores dos softwares. Além disto, a falta de capacitação e treinamento dos mantenedores e operadores na alimentação dos dados impossibilitava a visualização de operacionalidade do software, que tinha seu quadro ainda mais intrincado na identificação da falta de integração com os demais departamentos da indústria (Produção, CPD, etc.)

1.6. Preparando para crescer mais

Diante deste quadro, o consultor e mentor do projeto, Abrahão Lima, decide virar a própria mesa. Em maio de 2000, foi iniciado um processo de negociação com todas as indústrias que adquiriram o SIGMA através da modalidade paga. Essas negociações tinham como objetivo ajustar a distribuição do SIGMA para a modalidade gratuita, sem com isso, criar uma situação de desconforto com as empresas que pagaram pela aquisição da licença do software. Concluídas as negociações em agosto de 2000, a SGM Manutenção Industrial, que passou a utilizar o nome fantasia de "Rede Industrial", lançando para todo Brasil o primeiro, e até hoje único, software gratuito orientado ao gerenciamento da manutenção, o SIGMA.

Iniciavam-se as reformulações necessárias para a divulgação do SIGMA em nível nacional. Este fato, associado a uma acentuada desconfiança de algumas indústrias, devido a nova proposta da distribuição do software na modalidade gratuita, foram os maiores obstáculos. Muitas indústrias, ainda estavam sob o efeito da decepção causada pelos altos investimentos que não obtiveram sucesso, consequência das tentativas frustradas de implantação dos softwares para gestão da manutenção que tinham adquirido. Isto tudo, simplesmente levava as empresas a não acreditarem que um software sem custos de aquisição como o SIGMA, poderia oferecer a qualidade e a complexidade de informações propostas. Naturalmente, num primeiro momento, esta proposta causou surpresa, desconfiança e dúvidas no meio organizacional. Afinal de contas, um segmento tomado de iniciativas que não atenderam suas promessas, poderia ser um grande golpe comercial para criar a dependência dos novos usuários.

Em continuidade ao projeto piloto, iniciado em 1994, a Rede Industrial continuou sua política de crença absoluta no seu produto e promoveu mais um aporte de capital com a finalidade de desenvolver o seu site para a Internet, hoje acessado pelo domínio 'www.redeindustrial.com.br'. Esta decisão foi fundamental para o alcance do SIGMA em todo território nacional através do procedimento de download. Como consequência, este site abriu uma janela para o SIGMA perante o mundo.

A mão-de-obra especializada foi incrementada através da contratação de profissionais de editoração eletrônica e novos consultores, assumiam a partir daquele momento a responsabilidade de criação dos manuais do SIGMA, utilizando uma linguagem simplificada. O objetivo principal era o de orientar os novos usuários, nem sempre adaptados às expressões mais técnicas do meio, para a operação do software, bem como familiarizá-los aos conceitos da manutenção de classe mundial. Assim sendo, este trabalho resultou na elaboração de quatro novos manuais, que totalizaram mais de 1.000 páginas com informações sobre PCM - Planejamento e Controle da Manutenção.

Todo este processo começou a gerar uma demanda muito forte por informações. E numa continuidade da visão empreendedora de todos envolvidos com a Rede Industrial e o SIGMA, foi criado um fórum de intercâmbio no Yahoo, 'http://br.groups.yahoo.com/group/redeindustrial'. Esta iniciativa criou uma comunidade industrial, na Internet, que discute e trata de assuntos referentes à área, através da troca de emails. Segundo a Rede Industrial, o seu fórum de discussões está situado como aquele que mais troca de e-mails na sua área promove na Internet brasileira. De um total de 4.200 associados, entre eles engenheiros, técnicos e profissionais de diversas áreas do conhecimento que se interessam pelo tema, são gerados em torno de 1500 emails mensalmente no intercâmbio de conhecimento.

1.7. A sensação do dever cumprido

Mediante toda a repercussão e sucesso alcançado por todo caminho trilhado no desenvolvimento do SIGMA, a Rede Industrial promoveu encontros técnicos em diversos estados brasileiros, onde puderam ser reunidas as maiores expressões da indústria nacional para a discussão do Planejamento e Controle da Manutenção, o PCM.

A celebração de parcerias com diversas unidades do SENAI - Serviço Nacional de Aprendizado Industrial, onde o SIGMA sempre foi disponibilizado de forma gratuita, permitiu o desenvolvimento do aprendizado para os seus alunos, além da formatação de turmas para realização de treinamentos fechados para as indústrias.

A facilidade proporcionada pelo SIGMA em sua instalação e configuração para funcionamento em rede reforçou ainda mais a sua condição de ser o software mais utilizado do seu segmento de atuação, segundo o seu idealizador, o consultor Abrahão Lima. Sem nenhuma limitação para seus usuários, o SIGMA se destaca cada vez mais em relação aos concorrentes.

Atualmente, são realizados em média 1.500 novos downloads do SIGMA a cada mês. Sua base de utilização reúne hoje aproximadamente quinze mil usuários, segundo informações da Rede Industrial, que procederam ao download e utilizam o software gratuitamente para controle da manutenção industrial.

A distribuição gratuita de um software dotado da complexidade do SIGMA para uso industrial está contribuindo para que muitos engenheiros, técnicos e profissionais das mais diversas áreas do conhecimento da gestão possam acessar os melhores conceitos de gestão de manutenção, bem como seus métodos, suas fórmulas e suas técnicas. Todo este processo está contribuindo de forma expressiva para que a melhoria dos padrões de controle da indústria nacional, atuando com mais qualidade, promovendo crescimento e desenvolvimento para todo Pais.

CONCLUSÃO

Como resultado do desenvolvimento deste trabalho pode-se afirmar que o planejamento e padronização das ações para a obtenção de controle sobre a manutenção é o caminho para o aperfeiçoamento do gerenciamento da manutenção. Uma vez realizado de forma correta, o gerenciamento da manutenção garante a confiabilidade e previsibilidade das ações de prevenção e correção, bem como os recursos necessários para a execução destas ações.

Estes procedimentos se caracterizam hoje como diferencias competitivos que conduzem as organizações a enfrentarem a concorrência que é identificada em cada segmento, com elevados níveis de qualidade. Somando-se a estes novos comportamentos, a influência e a dependência por novas tecnologias se manifestam com níveis de crescimento exponenciais, que indiretamente colaboram com o desenvolvimento de novas demandas de controles, elevando assim, o grau de importância da sua participação na composição dos custos organizacionais.

A iniciativa empreendedora do grupo Rede Industrial no desenvolvimento de um software para o gerenciamento mais efetivo da manutenção nas empresas ocorreu em conseqüência da identificação dos seus idealizadores de um nicho de mercado que ainda não estava satisfatoriamente atendido por este serviço. A decisão do fornecimento do sistema desonerado dos custos de aquisição foi fundamental para o inicio de um novo conceito de trabalho na área do gerenciamento da manutenção. A adoção do critério de originar a receita da empresa através da prestação de serviços de consultorias e treinamentos demonstrou o perfil moderno da Rede Industrial que acompanha o conceito do software livre.

A geração de demanda de mão-de-obra especializada para a implantação e a manutenção do sistema, bem como para os treinamentos de capacitação e qualificação dos funcionários e colaboradores das empresas que adotarem o Sistema SIGMA como software do gerenciamento da manutenção dos seus ambientes, abre um novo cenário de oportunidades.

O gerenciamento da manutenção se consolida a cada dia como uma ferramenta estratégica nas organizações. O suporte para o desenvolvimento deste segmento com a iniciativa da Rede Industrial em formatar suas ações no modelo apresentado neste trabalho, mostra de forma ímpar a importância da responsabilidade de cada organização em participar da construção de cenários futuros mais otimistas para todos.